No Brasil, meninas ricas que ficam grávidas fazem aborto em clínicas particulares, as pobres serão humilhadas antes e depois
⚠️ DUAS REALIDADES: QUEM TEM DINHEIRO É ATENDIDA; QUEM NÃO TEM, É JULGADA
No Brasil, a desigualdade chega até o útero. Meninas e mulheres de famílias ricas que engravidam conseguem atendimento rápido em clínicas particulares, muitas vezes discretas e seguras. Já as pobres enfrentam filas no SUS, preconceito e a criminalização. Segundo o IBGE, 77% das adolescentes que engravidam no país são negras ou pardas e pertencem às camadas mais vulneráveis.
O aborto é legal apenas em três situações — estupro, risco de morte da gestante ou anencefalia —, mas, mesmo assim, o acesso é quase impossível: em 2023, o Ministério da Saúde registrou pouco mais de 2 mil procedimentos legais em todo o país, número muito inferior à demanda real.
Enquanto isso, parte da sociedade e da extrema direita moralista julga essas jovens. Se decidem ter os filhos, são chamadas de “acomodadas” ao pedir o Bolsa Família; se buscam interromper a gestação, são tratadas como criminosas. O corpo das mulheres pobres continua sendo o território onde o moralismo e a desigualdade se encontram.

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