Muita gente compara as regiões do Brasil como se umas “dessem certo” e outras “não quisessem avançar”. Mas quando olhamos a história da educação no país, entendemos que o Brasil não cresceu de forma igual. No chamado Centro-Sul, mesmo com poucos investimentos do governo militar, houve apoio federal para a chegada de imigrantes, fazendeiros e empresários. Isso acabou trazendo escolas, universidades e oportunidades que, com o tempo, geraram desenvolvimento. Educação abre portas — e essa região teve mais portas abertas.

No Nordeste, a realidade foi bem diferente. Desde o Império, elites locais e grupos influentes do Rio e de São Paulo não queriam que o povo pobre estudasse. Escolas e universidades eram raras e quase sempre reservadas aos ricos. Durante a Ditadura, a ideia de que “o progresso do Brasil” ficava só no Sul e Sudeste reforçou ainda mais a falta de investimento. O nordestino precisou lutar contra o abandono do governo e contra famílias tradicionais que temiam perder poder se o povo tivesse estudo. Não faltou capacidade — faltou oportunidade.
Já o Norte do país foi a região mais esquecida de todas. Nem na época da Borracha, nem nos ciclos do garimpo, quando tanto dinheiro passou por ali, chegaram universidades, centros de pesquisa ou políticas educacionais sólidas. Para grande parte da população, o que chegava era apenas a igreja, nunca a escola. É impossível falar de desenvolvimento quando a educação quase não existe.
O que essa história toda mostra é que o Brasil nunca foi dividido por capacidade ou esforço do seu povo, mas por acesso à educação. Onde a escola chegou, o desenvolvimento veio. Onde a escola não chegou, o atraso foi imposto. E entender isso não é para criar briga entre regiões, e sim para unir o país num objetivo comum: garantir que, daqui para frente, todas as regiões tenham as mesmas chances. Porque quando o povo estuda, o Brasil inteiro cresce.
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